Consulado aguarda autorização para traslado de pesquisadora alemã morta em queda de avião em MS

Pesquisadora alemã especialista em tamanduá-bandeira morre em acidente aéreo em MS
O corpo da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, que morreu no acidente aéreo ocorrido na sexta-feira (3), permanece no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), em Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, as informações já foram repassadas ao consulado da Alemanha, que mantém contato com a família para organizar o traslado do corpo.
Procurado pela reportagem, o consulado informou que não divulga informações sobre cidadãos alemães por questões de segurança.
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O piloto Henrique Martin, de 41 anos, foi velado e sepultado no fim de semana. Durante a cerimônia, amigos e familiares destacaram a paixão dele pela aviação.
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Investigações continuam
As investigações sobre as causas do acidente continuam. Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vindos de São Paulo, e peritos da Polícia Civil retiraram peças da aeronave do local da queda, em Campo Grande.
Além das peças do avião, os investigadores recolheram objetos pessoais das vítimas, entre eles um tablet e livros da pesquisadora. Um drone também foi usado para auxiliar no trabalho.
Os dois motores e as hélices da aeronave foram lacrados e levados para uma oficina homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), onde serão analisados.
O avião seguia para o Pantanal quando caiu em uma pista particular próxima ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande.
Segundo a Polícia Civil, uma das hipóteses investigadas é que o mau tempo tenha reduzido a visibilidade do piloto, que teria tentado fazer um pouso forçado.
Avião cai em Campo Grande
Arte g1
Pesquisadora alemã era referência no estudo do tamanduá-bandeira
A pesquisadora e jornalista alemã Lydia Theresia Möcklinghoff estava entre as vítimas do acidente.
Zoóloga, ecóloga tropical, escritora e divulgadora científica, Lydia era reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre o tamanduá-bandeira no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Ela realizava pesquisas de campo na região desde o fim dos anos 2000 e foi uma das primeiras cientistas a acompanhar o comportamento da espécie em estudos de longa duração na natureza.
Entre os destroços da aeronave, foram encontrados exemplares de um livro escrito por ela em alemão. A obra tem o título “Ich glaub, mein Puma pfeift: Als Forscherin im reichsten Tierparadies der Welt”, que pode ser traduzido como “Não dá para acreditar no que vejo: a vida de uma pesquisadora no paraíso animal mais rico do mundo”.
No livro, Lydia relata a experiência de viver em uma fazenda no Pantanal brasileiro enquanto realizava pesquisas de campo sobre o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).
Lydia Theresia Möcklinghoff escreveu livro sobre experiências no Pantanal brasileiro.
Redes sociais
O acidente
Henrique Martin pilotava um avião bimotor que caiu na manhã desta sexta-feira (3), logo após decolar do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Segundo informações, a aeronave tentou retornar à pista após enfrentar condições de baixa visibilidade provocadas pela neblina, mas caiu antes de completar a manobra.
Além do piloto, estava a bordo a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, que também morreu no acidente.
As causas da queda serão investigadas pelos órgãos responsáveis pela aviação civil. Até o momento, não há conclusão oficial sobre o que provocou o acidente.
Henrique Martin morreu em queda de avião em Campo Grande.
Rede sociais/Reprodução
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul
Consulado aguarda autorização para traslado de pesquisadora alemã morta em queda de avião em MS
Corpo de Lydia Theresia Möcklinghoff permanece em Campo Grande enquanto autoridades aguardam definição da família para liberação e traslado
O corpo da pesquisadora e jornalista alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, permanece em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, após o acidente aéreo que matou a cientista e o piloto Henrique Martin de Carvalho, em 3 de julho.
A aeronave caiu pouco depois de decolar do Aeródromo Santa Maria, em uma área de difícil acesso. Lydia era a única passageira e seguia para o Pantanal, onde desenvolvia pesquisas relacionadas à fauna brasileira.
Corpo aguarda liberação
Cinco dias após o acidente, o corpo da pesquisadora continuava no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), em Campo Grande.
A liberação depende de um familiar ou representante legalmente constituído. Um integrante do Consulado da Alemanha também pode atuar no procedimento. O governo de Mato Grosso do Sul aguardava uma decisão da família para dar sequência aos procedimentos necessários ao traslado para a Alemanha.
O Consulado-Geral da Alemanha em São Paulo também foi acionado após a morte e trabalhou para localizar familiares da pesquisadora. Segundo informações divulgadas pelo órgão, autoridades alemãs foram mobilizadas para fazer a interlocução com a polícia da cidade onde vivem os parentes de Lydia.
Pesquisadora era referência no estudo do Pantanal
Lydia Möcklinghoff dedicou mais de duas décadas ao estudo da biodiversidade brasileira. A pesquisadora era especialista em tamanduás-bandeira e realizava trabalhos de campo no Pantanal e em outras regiões do país.
Além da atuação científica, ela também trabalhava como jornalista, escritora e comunicadora científica, produzindo conteúdos sobre animais, natureza e conservação. Ela era estudante de doutorado no Museu de Pesquisa Alexander Koenig, na Alemanha.
A pesquisadora mantinha uma relação profissional de longa duração com o Pantanal. A primeira atividade de campo registrada por ela em Mato Grosso do Sul ocorreu em 2009, e desde então Lydia retornava regularmente ao estado para realizar pesquisas.
Investigação do acidente
As causas da queda passaram a ser investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Um relatório preliminar divulgado posteriormente apontou “perda de controle em voo” como fator relacionado ao acidente. A investigação técnica continua sendo conduzida pelas autoridades responsáveis.
Durante os trabalhos de liberação dos destroços, novos fragmentos de restos mortais também foram encontrados e encaminhados para análise de identificação.
Despedida na Alemanha
Enquanto os procedimentos legais e administrativos avançam, a expectativa é que o corpo de Lydia seja posteriormente trasladado para a Alemanha, onde deverá ocorrer a despedida junto aos familiares.
A morte da pesquisadora causou repercussão entre colegas e instituições ligadas à pesquisa e à conservação da fauna. Seu trabalho no Pantanal contribuiu para ampliar o conhecimento sobre espécies e a importância da preservação do bioma.
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Com informações de Campo Grande News, Midiamax, CNN Brasil e UOL.